MÉTODO KODÁLY: Musicalizando com o corpo


Exercícios de Musicalização pelo Método Kodály 

Assista à primeira aula clicando aqui

Ferramenta on line utilizada: Blog Conec'Arte 

A proposta desta aula é apresentar aos alunos dos anos finais do ensino fundamental, uma proposta de exercício de solfejo relativo utilizando o Método Kodály. O exemplo do trecho do exercício foi gravado em um aquecimento vocal do Coral Rotunda ( Barbacena -MG) onde se mostrou na prática como utilizar a manossolfa e a relação com a escala pentatônica ( la- do - ré - mi - sol ). Além do material disponível em links do youtube, está disponível também um resumo escrito do que é o método e como ele foi desenvolvido por Zoltán Kodály. A proposta é que os alunos assistam os vídeos no blog bem como o material escrito e na aula presencial pratique junto com o professor a melodia da música Ponta de Areia de Milton Nascimento que está contida dentro escala pentatônica e também estará demonstrada como exemplo clicando nesse link aqui .

Formas de avaliação: Assim como sugere Sabota (2017, p.60) , a avaliação se dará na modalidade formativa, com a finalidade de avaliar o desenvolvimento da melodia proposta ao final do exercício demonstrado em sala de aula.



CORAL ROTUNDA

Idealizado pela atriz e cantora barbacenense Cláudia Valle, o Coral Rotunda foi criado em 2011 na cidade de Barbacena com o intuito de difundir o canto popular através de releituras e arranjos sobre músicas do cancioneiro popular e folclórico do Brasil.  Atualmente é composto por cerca de 40 coristas amadores e conta com a direção artística e musical das cantoras Cláudia Valle e Bárbara Kelmer e do violonista Juninho de Sá. Como carro chefe, o Coral Rotunda possui um arranjo performático sobre o Hino Nacional Brasileiro, já tendo com isso se apresentado em importantes eventos e congressos internacionais em cidades como Belo Horizonte, Brasília, Juiz de Fora e Foz do Iguaçu (PR).

 


metodologia KODÁLY



 Apresentação do Método

  Criado pelo compositor, educador e folclorista húngaro Zoltan Kodály (1882-1967) em processo de ser adotado em estimados trinta e oito países, o método visa a formação musical do cidadão segundo as palavras do Kodály, “ que a música pertença a todos!”(palestra de abertura do ano acadêmico de 1946-47 da Academia de Música,Hungria, 1946).

            As ferramentas da musicalização são essencialmente, a voz, o ouvido, o corpo humano, enfim. Baseia-se na percepção, invenção, improvisação, imitação, memorização, leitura e notação da música. As notas , enquanto cantadas, são designadas pelos respectivos nomes no sistema relativo (dó móvel). Isso vale dizer que o nome das notas reflete o lugar que elas ocupam na tonalidade, e daí o som de cada grau, natural ou alterado, passa a ser associado com seu nome e vice e versa. Qualquer música é solfejada em dó maior ou lá menor, não importa em que clave e armadura ela esteja  anotada, em oposição ao solfejo absoluto onde o nome das notas é dado ao seu som fixo e isolado. Ao cantar (solfejar) usa-se a nomenclatura do dó móvel e ao falar (abordagem teórica), a nomenclatura tradicional do dó fixo.

Uma nomenclatura monossilábica complementa o dó-re-mi-fá-sol-lá-si(=ti) para designar as notas naturais. A escala maior cromática ascendente é solfejada em  dó-di-re-ri-mi-fá-fi-sol-si-lá-li-ti-dó e a descendente dó-ti-tá-lá-lô-sol-sá-fá-mi-ma-ré-ra-dó. A menor cromática usa as mesmas notas começando em lá. Os modos naturais são solfejados da seguinte forma:

            Modos do tipo maior: mixolídio ( dó maior com “ta”) , lídio ( dó maior com “fi”), lídio b7  (dó maior com “fi” e “ta”), jônio (dó maior sem nota alterada).

            Modos do tipo menor: dórico ( lá menor com “fi”), frígio ( lá menor com “ta”), lócrio (lá menor com “ta” e “ma”), eólio ( lá menor sem nota alterada). Notemos que as notas “fi” e “ta” são as únicas características em todos os modos, exceto no lócrio.

            Uma manossolfa especial é de relevante importância que dinamiza a relação professor-aluno e torna as aulas verdadeiras aventuras. O Método Kodály parte da escala pentatônica, por ser de fácil entoação devido à ausência do semitom e do trítono. Sua expansão é gradativa e alcança o cromatismo completo aos poucos, via melodias modais e tonais de textura diatônica e sua fusão. As melodias sempre são exemplos selecionados com esmero, extrapolando a proposta de meros exercícios.

            A teoria musical é mera complementação do método, e é apresentada posterior à prática tal como acontece na relação alfabetização-gramática. O método também inclui e enfatiza a percepção e leitura rítmica no processo da leitura melódica.

 












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